Sobre o “E se?”

Já faz um tempo, estávamos eu e duas grandes amigas minhas, conversando sobre um tema que faz parte da vida de muitas pessoas, assim como faz parte da minha e devo dizer, leitor, que é algo difícil de se livrar, é algo, que nos torna medrosos perante uma situação, onde devemos fazer uma escolha, estou falando daquele famoso “e se?”.

Lembrou dele? Acredito que sim. Então o que temos é aquele ideal de pessoa que SE fossemos, seriamos mais amados,mais reconhecidos etc. E a partir dai criamos aquele universo paralelo, onde enxergamos como nossas vidas poderiam estar SE as coisas fossem diferentes. Então nós criamos esse ideal de ego, esse ideal de realidade, esse ideal de caminho e esse ideal de vida.

O ideograma de caminho é composto de outros 3 sub ideogramas, o primeiro ideograma, é o espaço geográfico, caminho é algo que me conduz do ponto A ao ponto B, sem esse espaço eu não posso caminhar, o segundo aspecto é o caminhante, para que exista um caminho, preciso de quem caminha, preciso de alguém que percorra essa distância entre dois pontos. E o terceiro ideograma é o ato de caminhar, se o caminhante ficar parado nesse espaço entre dois pontos, ele é um ponto, no meio de um espaço geográfico. – Flavia Melissa.

Não existe um caminho pré-existente, antes que alguém o percorra, o caminho é construído conforme nós o percorremos. Não existe uma realidade paralela que diz que as coisas poderiam ser diferentes SE…

Esse é o aqui e esse é o agora, de certa forma, quando utilizamos o SE, estamos nos torturando por antecipação, como se não tivéssemos mais escolhas. Ainda estamos percorrendo nossos caminhos, ainda estamos em natural mudança, evolução e movimento.

Veja bem, SE você não trilhou esse caminho, então esse caminho não existe, e foi você quem decidiu fazer com que esse caminho não existisse. Depois de um tempo, alguns minutos alias, você já começa a tortura mental. E SE eu tivesse feito aquilo? Para saber, você precisa fazer, você precisa tentar, você precisa SER o caminhante que percorre o caminho entre dois pontos.

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5 comentários em “Sobre o “E se?”

  1. Olá, Rejane. Bom dia!
    Gostei muito da sua reflexão. Esse “Se” é algo que nos acompanha a vida inteira, né? Nos move na direção do desconhecido, da dúvida, de novos caminhos ou a um mundo imaginário sempre inconformado com a vida real. Parabéns!
    Grande abraço!

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  2. Nunca gostei das teorias acerca das possibilidades desperdiçadas.
    Acho que o ontem é um exclente mestre quando olhamos para ele e percebemos a nós mesmos enquanto humanos em movimento, ou seja, uma soma de lembranças com as quais podemos evitar erros no futuro… mas pensar e ponderar sobre o que fizemos ou deixamos de fazer e pensar em como seria diferente disso, caso outra ação tivesse sido feita, pra mim não é produtivo e tampouco significativo, é apenas desperdírcio, até porque não poderemos alterar o passado. O efeito borboleta é apenas um teoria insana, certo?

    bacio

    Curtido por 1 pessoa

    1. Olá, Lunna!
      Você está certa, o ontem é realmente um ótimo mestre e pensar em como nós fizemos ou deixamos de fazer e como seria diferente caso outra ação tivesse sido feita, realmente não é produtivo, como eu escrevi,( pelo menos para mim, não sei quanto a você), mas o “e se” é uma forma de tortura antecipada. Bom, sobre a teoria do efeito borboleta, eu não conheço muito, mas gostei muito do seu ponto de vista, gosto de conversar com pessoas de ideias bem formadas, ficaria feliz em conversar com você sobre outras teorias e pontos de vista.
      Beijos!

      Curtir

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