Relacionamentos abusivos, buzzfeed e como boa parte da minha geração, infelizmente, precisa de incentivos para se informar sobre algo.

Não é preciso me conhecer a fundo para saber que eu tenho uma posição extremamente firme contra a violência doméstica e familiar e busco apoiar projetos e ações que defendam o combate às agressões ou procuro dar suporte emocional para mulheres, filhos ou filhas que sofreram qualquer tipo de violência durante um relacionamento abusivo.

Eu já vi diversas amigas minhas entrarem em um relacionamento abusivo e permanecerem neste relacionamento por não saberem identificar a tempo as características de um namorado(a) abusivo(a). Quando eu sentei com uma amiga minha  a cerca de onze meses atrás para conversar sobre como o relacionamento dela com o seu companheiro não era saudável, já era tarde demais, ela estava emocionalmente dependente dele e achava correta e natural a forma possessiva com que ele a tratava. Eu sei que assuntos como este devem ser abordados da forma mais delicada possível com a vítima, mas mesmo com a minha delicadeza, ela viu a minha conversa como um afronto à relação dela com o seu companheiro, e por consequência disso, ela se afastou de mim.

Em uma época tecnológica, onde a informação se encontra a um click de distância, parece cômico que ninguém se informe sobre nada. Poucos adolescentes e jovens adultos sabem identificar um relacionamento abusivo, pois para você absorver uma informação é necessário ler a respeito, e muitos seres humanos não parecem (e de fato não estão) interessados nisso. Sendo assim, eu defendo uma abordagem dinâmica, moderna, rápida, tecnológica e que promova engajamento entre os “jovens de hoje em dia”, como ferramenta para iniciar a discussão de temas tal qual o abuso infantil, relações abusivas, violência familiar e doméstica, narcisismo familiar, etc.

Felizmente algumas plataformas como o BuzzFeed sabem trabalhar as suas publicações para engajar as atuais gerações que se alimentam constantemente de likes e hashtags, em temas urgentes, promovendo o debate saudável com o auxílio da internet em publicações interativas, coloridas, compartilháveis e instagrameáveis que ajudam a difundir a importância do diálogo.

Disponibilizo aqui, sim, aqui mesmo, pode clicar, um dos famosos “testes do BuzzFeed” produzido pela repórter do BuzzFeed News Brasil, Tatiana Farah, que busca disponibilizar de uma forma interativa as características de um relacionamento abusivo.

– Rejane Leopoldino

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Celibato

Sexta-feira à noite, Nicolas entra no bar com temática ironicamente religiosa em São Paulo, e caminha até sua amiga de faculdade que está sentada no balcão de frente para uma cruz vermelha neon na parede, uma das poucas luzes daquele lugar, com seu costumeiro sobretudo azul escuro, bebendo o que parecia ser uma Margarita. Nicolas se senta na banqueta ao lado da sua amiga. -Eu só ouço falar de você aqui neste bar, Clarice. Ela sorri pousando a bebida no balcão. Então já sabe onde me encontrar. responde. Queria falar com você sobre a Andressa, ela é sua amiga há anos e estamos passando por um momento difícil no relacionamento… – Clarice ouve o amigo enquanto vira o que sobrou da Margarita – e queria saber se você teria algum conselho? Pergunta olhando para a cruz vermelha na parede, felizmente não prestou atenção no rolar de olhos de Clarice. Nicolas, eu não sei se a minha versão alcoolizada é a melhor para dar conselhos, mas se quiser uma opinião sincera, acho que ela vai terminar com você em breve. Ele volta os olhos para sua amiga com uma expressão chocada enquanto a vê se dobrar sob o balcão e cochichar algo no ouvido do barman que responde à ela com um sorriso e uma piscadela. Por que diz isso? E o que foi isso entre você e o barman? – pergunta com uma voz urgente e incrédula. Clarice olha para seu amigo de cima a baixo. A barba por fazer, as olheiras, o cheiro forte de cigarro barato em suas roupas… Nicolas era um rapaz interessantíssimo anos atrás, inteligente, matemático promissor, mas no último ano se entregou aos jogos de poker, está viciado em apostas, Andressa várias vezes vinha ao mesmo bar em que os dois estavam sentados agora, desabafar com Clarice sobre o dinheiro que Nicolas estava perdendo nos jogos. – Digamos que seja um palpite, meu caro amigo. Responde Clarice após fazer uma breve análise. O barman volta com um drink grande feito com gin, morangos, hortelã e algumas outras coisas e entrega à Clarice com um sorriso piscando para ela novamente. Ah, sim, e sobre o barman… – Clarice se inclina para Nicolas, gesticulando para que ele se aproxime e sussurra em seu ouvido: Ele está me dando doses duplas de tequila e gin nas minhas bebidas, tenho que manter o charme. Revela com um sorriso pomposo. Eles se afastam. Essa bebida aqui, por exemplo, -aponta para a taça- pedi em sua homenagem, é um drink da casa feito com gin, ela se chama “Celibato”. Nicolas não entende a referência, e por que é em minha homenagem? pergunta confuso. Oh… você não sabe o que “Celibato” significa? Nicolas balança a cabeça negativamente semi-serrando os olhos. Clarice ri. Amanhã você saberá. Diz por fim, dando um gole.

Na noite seguinte, Nicolas voltou ao bar, não precisou marcar encontro, sabia que Clarice estaria lá. Ele sentou-se ao lado dela no balcão, novamente de frente para a cruz vermelha, sem falar nada, com aquela cara de choro, olhos e nariz vermelhos. Clarice tomou o último gole de seu Apple Martini, olhou para o amigo derrotado ao seu lado que fitava o chão do bar, Clarice riu baixo, se espreguiçou jogando os braços atrás da cabeça, e deu um grito para o barman: Aí, Jack! O barman que secava os copos de costas para os dois amigos se virou com um sorriso para Clarice. -Me vê dois Celibatos.

– Rejane Leopoldino

Dicionário informal

Quando eu era criança, digo, com meus 9 anos, o meu irmão mais velho a quem chamo de “Tato” (Tato é um apelido carinhoso dado aos irmãos mais velhos pelos mais novos, era um apelido mais comum, segundo meu avô, na década de 60 e se meu avô disse, é verdade) me incentivou a ler o dicionário, um pouquinho por dia com o objetivo de deixar o meu linguajar mais sofisticado e menos repetitivo. Era pra ser um pouquinho por dia mas eu li em duas semanas (veja, eu era uma criança que não saía para brincar, tinha muito tempo livre depois da escola), e também… acho que ele nunca acreditou que eu leria o dicionário inteiro de A à Z. Bom, eu li. Assimilei uma boa parte, principalmente porque anotava em um caderno as palavras divertidas e engraçadas que eu encontrava. Eu lembro de rir muito com a palavra “rechaçar” algo na fonética dessa palavra me fazia rir, não me lembro o quê ao certo, mas o significado não é tão engraçado.

Bom, não sou mais uma criança de 7 anos, porém ainda mantenho um caderninho onde anoto as palavras que não conheço. Quando estou lendo um livro e me deparo com uma palavra desconhecida, eu pesquiso o significado e o anoto no caderninho, além de escrever uma aplicação em uma frase para assimilar com mais facilidade.

O meu pobre caderninho deve ter seus 5 anos de idade, ele é um caderninho de bolso, pouco maior que um bloco de anotações, já está surrado, e sim, algumas folhas estão caindo, mas tem lá seu valor…

– Rejane Leopoldino

Gerações Y,Z e ALPHA

Enquanto estava afastada do blogue, eu assisti a mim e meus amigos que estão na faixa dos seus 20 e tantos anos desenvolver conversas na mesa de um bar em São Paulo sobre assuntos como:

“Vocês sabiam que o mercado X oferece cupons de desconto em alguns produtos através de um aplicativo?” 
“Já que vamos viajar, então é melhor fazermos um seguro viagem, posso fazer uma agora pelo celular”.
“O site Y está vendendo um jogo de 10 panelas anti aderentes da Tramontina por 169,00 reais!”
“Então, vocês sabiam que a Nubank está rendendo mais que a poupança?” – 100% do CDI.

Onde eu quero chegar com isso? Bom…

Nós da geração “Z” (pessoas nascidas entre meados dos anos 1990 até o início dos anos 2010) levamos a fama de “antenados” por sermos aqueles que nasceram entre o BOOM de equipamentos tecnológicos e o famoso www, muito familiarizados com a internet, aparelhos digitais, telefones móveis, internet, etc. Não é mentira, compreendemos muito  mais o mundo digital do que a realidade que está na nossa frente. Acredito que uma prova disso, é que todos os assuntos que relatei que tivemos na mesa de um bar foram seguidas por pesquisas na internet. Estamos falando de um aplicativo online que nos dá desconto, um seguro de viagem fechado na mesma hora, totalmente online, um site vendendo panelas baratas e um banco 100% digital que rende mais que a poupança. O mundo de papel e caneta que por enquanto ainda estamos habituados a conhecer está escoando pelo funil da tecnologia digital, esse funil vai aos poucos e a conta gotas nos dando soluções digitais para problemas de papel. Estamos nos tornando adultos que tem diante de si uma ampla gama de ferramentas tecnológicas a nossa mercê, já não usamos mais a internet apenas para diversão, nós resolvemos problemas, fazemos investimentos, realizamos compras, elaboramos aplicativos, dentre diversas outras atividades da vida adulta sem sairmos de casa e estamos -embora muito não estejam- tentando fazer o melhor uso disso de uma forma responsável.

Esse filtro facilitador que o mundo digital nos dá sob o mundo real deve-se ser utilizado com cautela, pois os filhos da geração Z provavelmente viverão na realidade virtual, uma realidade virtual criada pela geração Z e Y, e esses filhos terão dificuldade de discernir o que é ou não a realidade.

Ainda não se fala muito em educar desde tenra idade as crianças da geração “ALPHA” (nascidos depois de 2010) sobre os usos da tecnologia em excesso. Eu particularmente, considero uma urgência, pois as próximas tecnologias serão criadas por uma geração que já está viciada na era digital (geração Z), e não tem como um viciado educar ao outro.

– Rejane Leopoldino, Geração Z, safra de fevereiro de 1998.

 

 

Olá, novamente.

Depois de um período quase sabático
Depois de ficar longos e longos meses sem publicar nada neste blog
Depois de algumas boas (e altamente recomendáveis) sessões de terapia
Depois de reinventar a mim mesma cerca de três vezes nos últimos meses
Depois de desistir e voltar atrás inúmeras vezes
Depois de odiar escrever, amar e odiar novamente, várias e várias vezes
Depois de quase esquecer o login e senha deste blog
Eu decido retornar para compartilhar uma parte do material escrito ao longo desses meses. 

– Divirtam-se, ou não. 


Meu irmão foi um homem doente por boa parte de sua vida adulta, portador de um narcisismo quase incurável. Hoje ele viaja para se reinventar e curar-se do passado.
Todo mundo busca uma cura. Alguns como meu irmão, viajam e vão embora, se isolam em algum canto do mundo crentes de que estão à pagar todas as dívidas pendentes com o passado, crentes de que irão se redimir. Outros, como eu, escrevem.

– Não estou certa se isso é uma cura, mas ajuda-me de qualquer forma. 

Nesses últimos meses, escrever tem sido como aprender a nadar. Eu não sabia até semana passada que para não afundar não basta apenas bater as perninhas e bracinhos desesperados, pois fazer isso cansa e só faz afogar mais rápido. É preciso ter calma para boiar, controlar a respiração, mexer os braços e pernas com tranquilidade. Pra mim isto não é diferente de escrever. Se vou toda afobada, me perco, me deixa doente, afundo, mas se vou com calma, boio em uma sopa de letrinhas.

Espero que gostem da minha nova sopa de letrinhas, na minha nada humilde opinião, ela está saborosa.

  • Rejane Leopoldino

Não façam como a R.R.Leopoldino…

Vou contar uma breve história sobre uma jovem chamada R.R.Leopoldino.

R.R.Leopoldino, cansada de uma vida sedentária resolveu sair para correr às 7:00 da manhã, sem nunca ter praticado uma corrida antes, sem ter feito aquecimento, ou alongamentos, sem qualquer tipo de preparo físico e sem tomar o devido café da manhã. R.R.Leopoldino começou a correr como se não houvesse amanhã e após 3 minutos de corrida sentiu falta de ar, dor muscular, dores de cabeça e atrás dos olhos, e sua pele no tórax começou a ficar vermelha e jurou que faltava pouquíssimo para desmaiar no meio da rua. Após 3 minutos de corrida, decidiu parar e voltar para casa andando.

R.R.Leopoldino correu pouco menos de 300 metros.

Moral da história: Tomem café da manhã antes de praticar exercícios, façam alongamentos, trabalhem gradualmente no seu condicionamento físico, ou seja, façam tudo o que a R.R.Leopoldino não fez.

Até breve.

  • R.R.Leopoldino

 

Far away for a long time

Entrei na minha casa do WordPress e me deparei com algumas teias de aranha deixadas por mim.
Móveis empoeirados, cortinas encardidas, insetos zanzando pela casa, a escada rangendo, o vidro da janela da cozinha quebrado, a pia do banheiro gotejando e honestamente não vou me dar ao trabalho de realizar reparos no momento, deixarei a casa em desordem por mais um tempo, passei aqui apenas para cumprimentar meus vizinhos de blogue, sinalizar que estou viva e que a propriedade ainda possui dona, por a conversa em dia com os antigos, dizer “Olá” e “Até breve” para os novos. Trancarei a porta novamente, não está na hora de abrir cortina alguma.

-Vim aqui só para regar as plantas e já estou de partida.

  • Rejane Leopoldino

Dia das Mulheres

Já que é só no dia das mulheres que conseguimos visibilidade, então vamos usar essa visibilidade para falar do que realmente importa:

Para os caras que gostam de apalpar na rua, transporte público, festas e carnaval, acho que eles não estão sabendo: Importunação Sexual

Importunação sexual Art. 215-A. Praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro: Pena – reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, se o ato não constitui crime mais grave.”

  • Não é simplesmente “terminar um relacionamento abusivo” – os agressores perseguem e ameaçam as vítimas até mesmo depois do término do relacionamento para intimidá-las a não denunciá-los para a família,  polícia ou Delegacia da Mulher
  • Violência doméstica é um padrão de comportamento, não acaba de um dia para o outro.
  • Dizer que tal mulher faz algo como se fosse um homem NÃO É ELOGIO.
  • Chamar uma mulher desconhecida de gostosa na rua é NOJENTO e NÃO É um símbolo de masculinidade.
  • Bater, humilhar, ameaçar, chantagear e cuspir bosta para a sua esposa o ano todo mas dar flores dia 8 de março NÃO te faz um homem/marido melhor.
  • Se ouvir a sua vizinha gritando por ajuda porquê está apanhando do marido, FAÇA ALGO, não venha com essa de que “em briga de marido e mulher ninguém mete a colher” É pra meter a colher sim! Mete a polícia, mete a vizinhança, mete tudo!!! Não seja conivente com a violência doméstica!
  • Nunca diga que determinada cor, tarefa, atividade, esporte, emprego, etc é coisa de mulher, nada disso tem gênero!
  • Quer ser um bom homem? Apoie as mulheres da sua vida, se presenciar alguma importunação sexual ou assédio, denuncie! Proteja, tire satisfações, não deixem os “machos escrotos” na impunidade. A participação masculina é fundamental na luta contra a desigualdade de gênero.

INFORMEM-SE -> Panorama da violência contra as mulheres no Brasil

Quadro de atendimento à vítima de violência doméstica em São Paulo:

Atendimento à Vítima de Violência Doméstica – Delegacia de Defesa da Mulher – Decap

Atendimento de polícia judiciária e atendimento psicossocial à vítima de violência doméstica, violência sexual, crianças e adolescentes vítimas. Todas as vítimas de violência sexual são encaminhadas ao Hospital Pérola Byington a fim de serem devidamente medicadas e receberem atendimento psicossocial (Programa Bem-Me-Quer).

1ª Delegacia de Defesa da Mulher – Centro
Rua Dr. Bittencourt Rodrigues, 200 – térreo – CEP 01017-010 – São Paulo
Telefone: (11) 3241-3328

2ª Delegacia de Defesa da Mulher – Sul
Avenida Onze de julho, 89 – térreo – CEP 04041-050 – São Paulo
Telefone: (11) 5084-2579

3ª Delegacia de Defesa da Mulher – Oeste
Avenida Corifeu de Azevedo Marques, 4300 – 2º andar – CEP 05339-002 – São Paulo
Telefone: (11) 3768-4664

4ª Delegacia de Defesa da Mulher – Norte
Avenida Itaberaba, 731 – 1º andar – CEP 02734-000 – São Paulo
Telefone: (11) 3992-6875 , (11) 3976-2908

5ª Delegacia de Defesa da Mulher – Leste
Rua Dr. Corinto Baldoíno Costa, 400 – 2º andar –  CEP 03069-070 – São Paulo
Telefone: (11) 2293-3816

6ª Delegacia de Defesa da Mulher – Santo Amaro
Rua Sargento Manoel Barbosa da Silva, nº 115 – 2º andar – CEP 04675-050 – São Paulo
Telefone: (11) 5521-6068 e 5686-8567

7ª Delegacia de Defesa da Mulher – São Miguel Paulista
Rua Sabbado D’Angelo, 46 – Itaquera – térreo – CEP 08210-790 – São Paulo
Telefone: (11) 2071-3488

8ª Delegacia de Defesa da Mulher – São Mateus
Avenida Osvaldo do Valle Cordeiro, 190 – 2º andar – CEP 03584-000 – São Paulo
Telefone: (11) 2742-1701

9ª Delegacia de Defesa da Mulher – Pirituba
Avenida Menotti Laudisio, 286 – térreo – CEP 02945-000 – São Paulo
Telefone: (11) 3974-8890
Fonte: Cidadão São Paulo – Gov

Me deixem dicas de livros de Mulheres que escreveram sobre sua experiência e superação na luta contra a desigualdade e violência doméstica. ❤

 

A Google Assistant é uma ferramenta deveras poderosa.

Através do reconhecimento de voz, chegará o dia em que não precisaremos usar nossos dedos para mais nada, a Google Assistant realizará tudo através do som das nossas vozes.
– Eu mesma.

Já estou familiarizada com a possibilidade de pedir para a Google Assistant abrir um aplicativo, tocar músicas no Spotify ou no Youtube, mandar mensagem para os meus amigos, ligar para algumas pessoas, agendar um lembrete, adicionar uma tarefa, localizar X documento ou então definir meu alarme para às 6:00 horas. Mas hoje descobri que posso solicitar e configurar uma “rotina”.

Veja que eu acordo pela manhã, digo “Bom dia” em voz alta, a Google Assistant começa a realizar uma série de rotinas configuradas por mim mesma para me “ajudar” nas atividades da manhã. Primeiro, ela desativa o modo silencioso, ajusta o volume da minha mídia para 50%, me fala a previsão do tempo, informa os meus lembretes, e em seguida, toca a minha playlist Lo-Fi favorita. Sozinha, sem eu precisar mover um dedo. E no final ainda me deseja um “ótimo dia”.

Se eu digo “Estou em casa” ela fala as tarefas que tenho em casa, ajusta a mídia para o volume máximo e começa a tocar outra playlist favorita.

Se eu digo “Boa noite” ela ativa o modo silencioso e me pergunta para que horas deve configurar o meu alarme.

Essa são só algumas das ações, há várias, todas configuráveis para se adaptar com as necessidades do portador do aparelho móvel, como por exemplo: dizer as principais notícias do dia, definir melhor trajeto para X local, falar sobre a minha agenda, etc. Tenho a impressão de que ela é uma ferramente muito corporativa.

De toda forma, ainda temo o advento dessa tecnologia, pois não deixa de ser um filtro comportamental e as minhas neuroses de poder estar sendo observada e analisada por um bot muito inteligente ainda me intriga. Pois se há alguma espionagem (e com certeza há), o algorítimo já deve ter traçado e juntado grandes informações sobre mim, o algorítimo já sabe, por exemplo, os meus gostos musicais, os sites que entro com mais frequência, os telefones de quem mando mensagem/ligo, a hora em que acordo além de saber detalhes da minha vida pessoal que são inseridos na minha lista de tarefas e não o bastante a Google Assistant sabe meu endereço residencial e o endereço do meu trabalho, tanto que quando entro no Google Maps, independente de onde eu esteja, ele automaticamente já sugere que eu trace um caminho para a minha casa.

No dia a dia pode ser prático ter todas essas facilidades, mas se formos analisar o quanto estamos sendo observados… cá entre nós, é assustador!

Não damos nosso endereço, número de telefone, dados pessoais, contatos ou informações privadas para pessoas desconhecidas, mas damos para uma máquina, um bot, controlado por pessoas desconhecidas.
-Rejane Leopoldino (eu mesma)

Edit 1 – acabo de descobrir que existem ferramentas da Google que permitem diminuir a luz ambiente, aumentar a temperatura do climatizador da sua casa, entre outras várias funções através do reconhecimento de voz e estão disponíveis para compra no site da Google Assistant  sob o lema “Seguro, seguro e sob seu controle”.